Trabalho em tempos de crise


Luci Endson Balthazar, Psicóloga e Coach
www.promoverpsi.com.br


Estamos vivendo tempos muito difíceis em nosso país. Crise e suas conseqüências tornaram-se temas frequentes em toda parte. Podemos abordar esse assunto de diferentes maneiras. Aqui vamos tratar de apenas uma: o impacto da crise nas oportunidades de trabalho e como lidar com isso.

O trabalho tem grande importância na vida do ser humano. É fonte de realização (…ou deveria ser!…) e é fonte de recursos para cumprimento dos compromissos da vida adulta. Ficar sem trabalho, em geral, causa muita angústia.

No cenário atual, observamos uma redução das oportunidades, enquanto, simultaneamente, aumenta de forma acelerada o número de pessoas em busca de trabalho. Nada agradável constatar isso, porém, encarar de frente a realidade, já é um grande passo para resolver o que nos afeta.

Como lidar com isso? Como nos destacarmos em um momento como esse? Como ter um diferencial?

Primeiro, vale lembrar que as pessoas não reagem da mesma maneira diante de uma situação de maior desequilíbrio, que chamamos aqui de crise ou adversidade. Paul Stoltz, pesquisador norte-americano, dedicou-se a estudar esse assunto e tem dado uma contribuição importante para encontrarmos meios de lidar construtivamente com essas situações.

Stoltz começou analisando o fato de que algumas pessoas lidam de tal forma com a adversidade que saem beneficiadas dessas situações. E outras fracassam. Observou também que o sucesso e o fracasso não dependem de um alto grau de inteligência e capacitação.

Seus estudos revelaram que, dependendo da maneira de lidar com a adversidade, podemos considerar três grupos:

1) As pessoas que são “movidas a desafios”, que estão conscientes do grau de dificuldade, mas que encaram de frente e enxergam oportunidades onde ninguém mais está vendo. Essas têm sucesso.

2) Aquelas que diante da crise ficam “em cima do muro” e continuam fazendo o que sempre fizeram, de maneira quase mecânica. Essas são a grande maioria e nem sempre sobrevivem.

– Aquelas que paralisam totalmente, acreditam que não há nada a fazer e, não raro, dedicam-se a contagiar negativamente as outras pessoas. Essas, em geral, são “engolidas” ou regridem.

Os estudos de Stoltz confirmam que a inteligência e a capacidade de cada indivíduo só são plenamente acessadas se não houverem barreiras ocasionadas por fatores emocionais. É só lembrarmos de experiências do dia-a-dia. Quantas vezes já vivenciamos situações do tipo: “Fiquei com tanto medo que respondi o que não devia.” “Eu estava com tanta raiva que nem enxerguei o que estava na minha frente.” E por aí vai.

Estamos falando, então, de competências emocionais. E o que fazer?

Antes de mais nada, é imprescindível a pessoa decidir se quer mesmo investir na mudança, na maneira de lidar com as emoções. Não se trata de eliminá-las! Não somos robôs! Trata-se, sim, de dominá-las e não permitir que as emoções negativas possam trazer prejuízos.

Decidido isso, é empreender a jornada! Se a pessoa tiver dificuldade para realizar essa mudança, esta poderá ser feita através de um processo de coaching, (como o Coaching da Adversidade), visando identificar e maximizar suas competências, elaborar e implementar seu plano de ação, buscar ideias inovadoras e criar seu diferencial.

Se nossa atitude diante da adversidade for: “Crise é um cenário diferente que exige atitudes diferentes”, essa experiência poderá servir para revelar o que há de melhor em nós!